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quinta-feira, 26 de março de 2015

Hidratação para a saúde e o bem estar


Qualquer hora é um bom momento para pensar na hidratação, mas há situações específicas em que ela é fundamental. O desempenho do trabalho físico, geralmente fica prejudicado quando a desidratação ultrapassa 1% a 3% do peso corporal, cerca de 500 ml a 2 litros, pode fazer a pessoa sentir-se menos alerta, menos capaz de concentrar-se e mais cansada.

CONFIRA ALGUMAS SITUAÇÕES CRÍTICAS PARA CONSIDERAR A HIDRATAÇÃO
- Estudando - o desempenho em tarefas mentais pode ser influenciada negativamente pelo calor e pela desidratação. Crianças e adolescentes podem correr maior risco de prejuízo da função cognitiva devido à hidratação insuficiente.
- Dirigindo e durante o vôo - a desidratação pode causar dores de cabeça, cansaço e perda da concentração, afetando a agilidade mental. Dirigir um carro com a temperatura interna alta pode levar à transpiração, com grandes perdas de água e sais minerais ou eletrólitos. Mesmo em um carro com ar condicionado, em uma viagem longa, as perdas de água pode ser elevadas. Consumir bebidas não alcoólicas com mais frequência durante uma viagem longa de automóvel pode ajudar a reduzir o cansaço da estrada. O ar dentro de aviões durante o vôo tende a ter a umidade muito baixa, cerca de 15%. A baixa umidade aumenta a desidratação pela perda de água através da pele. Assim, da próxima vez que você estiver em um vôo longo, lembre-se de beber muito líquido.
Exercitando-se - a desidratação pode afetar negativamente o desempenho no exercício aeróbio, especialmente em climas moderados ou quentes, e pode prejudicar potencialmente o desempenho mental e cognitivo. A magnitude da queda do desempenho no exercício está relacionada à quantidade de estresse pelo calor e ao tipo de exercício, além das características biológicas individuais.
- Trabalhando - muitos fatores como aumento da carga de trabalho, estresse, longos deslocamentos, ar seco devido ao ar condicionado e ambientes quentes podem afetar o funcionamento normal do corpo e aumentar a perda de água, mesmo quando não estamos visivelmente transpirando. A hidratação é tão importante para o trabalhador de um escritório quanto para o trabalhador braçal. Em um escritório com ar condicionado, a atmosfera tem um baixo teor de água resultando em maiores perdas de água pelos pulmões e através da pele.

HIPER-HIDRATAÇÃO
Apesar de rara, a hiper hidratação pode ocorrer durante longos períodos de exercício, quando eletrólitos perdidos através do suor não são substituídos e quantidades excessivas de água são consumidas. A hiper hidratação pode levar a desiquilíbrios potencialmente perigosos de eletrólitos, incluindo hiponatremia, uma doença em que o nível de sódio no sangue se torna muito baixo.

GRUPOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
Idosos - com a idade, o corpo perde a capacidade de detectar a sede. Alguns idosos também sofrem de memória fraca, imobilidade ou doenças, e alguns medicamentos também podem interferir no estado de hidratação e/ou no mecanismo da seda.
Crianças - ser fisicamente ativo pode aumentar significativamente a quantidade de líquidos que as crianças precisam consumir. Os responsáveis precisam estar atentos quanto à ingestão de líquidos e programar pausas regulares para o consumo de bebidas quando as crianças estiverem brincando ao ar livre, especialmente em clima quente. Bebês também estão em maior risco em climas quentes.
Mulheres - em geral, têm menores taxas de suor do que os homens. Isto coloca as mulheres atletas em maior risco de hiper-hidratação.
Fonte: Institute of Medicine (IOM)

sábado, 14 de março de 2015

Efeito do exercício no metabolismo das gorduras


Inúmeros estudos têm demonstrado que os indivíduos treinados usam mais gordura do que os não treinados durante uma tarefa padronizada de exercício. Por exemplo, numa corrida de 12,8 quilômetros por hora, depois de um treinamento de endurance (ex.: corrida) de dois meses, você usaria a mesma quantidade de calorias que teria usado numa corrida realizada antes do treinamento. Entretanto, depois do treinamento, grande parte dessa energia seria derivada da gordura. Consequentemente, o treinamento ajuda você a melhorar sua queima de gordura, o que pode ajudar na economia de glicogênio muscular (composto energético).

Embora nem todos os mecanismos tenham sido identificados, vários fatores podem estar envolvidos. Uma pesquisa revela que o treinamento físico aumenta a sensibilidade das células adiposas à adrenalina, possivelmente aumentando a atividade de uma enzima chamada lipase hormônio sensível (LSH) para facilitar a liberação de ácido graxo livre - AGL (gordura) no sangue durante o exercíco. O treinamento também aumenta o conteúdo de triglicérides musculares - possivelmente devido ao aumento da sensibilidade do hormônio insulina - o que regula o movimento dos AGL em direção das células.
Durante o exercício de alta intensidade, o carboidrato é a fonte de energia mais abundante, mas pesquisas recentes mostram que atletas de endurance altamente treinados podem ser capazes de utilizar as gorduras de maneira mais eficiente em exercícios de níveis de intensidade superiores a 50% do volume máximo de oxigênio. Por isso, é importante que se tenha um bom planejamento de exercícios e dieta, monitorados sempre por profissionais específicos, para que seu metabolismo se torne cada vez mais um "queimador de gorduras".